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As novas oportunidades de negócio que estão a ser criadas com a crise

O ISCTE, a Portugal Ventures e a Fábrica de Startups analisam que as oportunidades que podem surgir nesta nova realidade.

Carina Monteiro
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As novas oportunidades de negócio que estão a ser criadas com a crise

O ISCTE, a Portugal Ventures e a Fábrica de Startups analisam que as oportunidades que podem surgir nesta nova realidade.

Carina Monteiro
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A história já mostrou, por diversas vezes, que com as grandes crises nascem novos negócios em virtude das oportunidades e das necessidades que surgem no mercado. No caso das empresas existentes, terão mais hipóteses de sobreviver as que forem capazes de se adaptar, reduzir custos e adequar as suas margens. Para os que estão a pensar lançar novos negócios, é necessário antecipar cenários, fazer uma boa leitura do mercado e conseguir adaptar o seu negócio à realidade atual. Novamente, a história está cheia de exemplos de quem foi capaz de transformar uma adversidade numa oportunidade de negócio.

Olhando para a crise financeira de 2008, foi nessa altura que nasceu o airbnb, quando os três estudantes de design — Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia –, alugaram o seu apartamento em São Francisco, na Califórnia, para suportar os custos do arrendamento. Aproveitaram o facto de um evento de designers ter praticamente ocupado toda a hotelaria da cidade para alugar três colchões de ar no chão do seu apartamento e oferecer pequeno-almoço aos hóspedes. Assim nasceu o site airbedandbreakfast.com.

Passados mais de 10 anos, o mundo vive uma nova crise que, embora seja de origem pandémica, levou a uma crise financeira com graves consequências em alguns setores, como é o caso do turismo e da hotelaria, que veem a sua atividade bastante afetada.

Para o presidente do ISCTE Executive Education, José Crespo de Carvalho, o problema maior da hotelaria e turismo reside essencialmente na forma como a sociedade evoluiu e se movimenta. Se o paradigma da mobilidade for cortado, como foi, a receção de turistas oriundos de outros países, assim como a mobilidade das pessoas, fica afetada. Direcionar a oferta, neste momento pensada para uma procura global, apenas para uma procura local “não resolve problemas”, defende. “A reinvenção faz-se mas há-de demorar o seu tempo e é dolorosa”, afirma. “Vale-nos a capacidade que o homem tem de se adaptar depressa a diversas situações e contextos. E vale-nos igualmente a criatividade do homem ao procurar converter unidades hoteleiras também noutro tipo de negócios com serviços vários associados. Além daquelas unidades hoteleiras que conseguirão redirecionar a sua oferta para outro tipo de targets mais próximos e que sejam muitíssimo mais criativas na proposta de valor. Seguramente, e como em todos os mercados, haverá reinvenção e adaptação. E nesta área, até por força das circunstâncias, estou convicto de que existirá mais inovação que noutros”, considera.

Proporcionar experiências é na opinião do presidente do ISCTE Executive Education o caminho a seguir pelos hotéis nesta nova realidade. “O serviço é quase um ‘order qualifying criteria’ neste momento. Diria que o que irá diferenciar é a capacidade de, não obstante as restrições, ser capaz de proporcionar experiências válidas e valorizáveis. Haverá, certamente, inúmeros serviços que podem continuar: Spa’s, bares, restaurantes, mesmo a forma como se pensa uma noite pode ser agregada a um conjunto de ofertas de valor e experiência que implicam colaboração com outros negócios e empresas. Esta crise tem talvez uma premissa básica: salvam-se os que conseguirem colaborar mais com outras empresas e negócios pois capacidade excedentária terão todos face às restrições impostas”.

Sobre como avalia o futuro dos hotéis e que novos conceitos podem vir a surgir, o responsável começa por afirmar que “não está nada convicto da economia local nem do vamos trabalhar para o mercado local”. José Crespo de Carvalho defende que “os movimentos globais continuarão a existir, as férias no exterior idem e a receção de turistas igualmente”. “Talvez as reuniões de trabalho possam ser repensadas em muitas circunstâncias, mas no global, há fluxos que se vão manter e/ou até crescer tendo em consideração experiências que são necessárias. O hotel, como unidade hoteleira ‘strictu sensu’ (local para dormir), com as experiências fora dele, fará tanto mais sentido numa economia COVID se conseguir transformar-se num pacote de experiências em que o quarto, tout court, será uma pequena fração de um agregado maior. Será importante a segurança associada e o conforto oferecido, e, para isso, terão de se reinventar os quartos de hotel. Em cada quarto haverá distanciamento social e por isso haverá boas práticas sanitárias. É bom que as experiências em quarto, que podem ir dos sistemas de informação, com realidade virtual, a muitas outras experiências, gastronómicas, de ‘gaming’, de cinema, de música, de fitness, entre tantas outras, possam tornar-se centrais às propostas de valor e, adicionalmente, sejam complementadas com a natureza, a cultura e/ou o ambiente cosmopolita se em cidades”.

Portugal Ventures
A Portugal Ventures, capital de risco com capitais maioritariamente públicos, que investe em startups nos setores do Digital, Engenharia&Indústria, Ciências da Vida e Turismo, desde 2012, lançou no início de maio, em colaboração com o Ministério da Economia e Transição Digital e uma pool de parceiros, três instrumentos de financiamento para dotar as empresas de meios financeiros para continuar a alavancar os seus projetos.

O resultado das iniciativas foi “bastante positivo” e, em cerca de um mês, recebeu mais de 150 candidaturas às Calls lançadas, com projetos distribuídos por vários setores de atividade, de norte a sul do país, de empreendedores portugueses e estrangeiros. Uma vez que estas Calls tinham um propósito muito específico – apoiar as startups e os empreendedores a ultrapassar as dificuldades sentidas pela pandemia – a Portugal Ventures alavancou a dinamização das Calls junto dos seus parceiros, sejam os Parceiros de Ignição, sejam os Parceiros de Capital.

“Ficámos extremamente satisfeitos porque verificámos, efetivamente, uma grande mobilização de todo o ecossistema e a prova está no número de candidaturas que recebemos, bem como o volume de interações que tivemos com os diferentes ‘stakeholders’. Apesar de estarmos ainda em análise de projetos, temos já feedback relativamente à qualidade e maturidade dos mesmos. Acreditamos que vamos conseguir atingir os nossos objetivos, investindo em cerca de 50 projetos nos próximos meses”, refere Pedro de Mello Breyner, Executive Board Member da Portugal Ventures, à Publituris Hotelaria.

Na área do turismo especificamente, a Portugal Ventures lançou a segunda edição da Call FIT, destinada aos projetos finalistas dos programas de aceleração do Programa Fostering Innovation in Tourism do Turismo de Portugal. Foram recebidas 30 candidaturas, correspondentes a um montante total de investimento de 2,6 milhões de euros. Destes 30 projetos, 24 foram candidaturas na área do Tourism Tech e 6 Non-Tech, provenientes dos vários programas de aceleração dos seus Parceiros de Ignição para os projetos de turismo.
Também a Call INNOV-ID, direcionada para projetos pre-seed, recebeu 18 projetos na área do Turismo Tech. Estão, neste momento, a ser analisados estes projetos.

“A resposta dos empreendedores às nossas Calls foi bastante positiva e a resposta da Portugal Ventures às necessidades do ecossistema nesta fase pandémica, através do lançamento das várias iniciativas, também o foi, daí que não possamos confirmar abrandamento, nem do surgimento de novos negócios, nem do número de oportunidades de investimento”, refere a capital de risco. Esta leitura é confirmada pela realidade das startups que a Portugal Ventures tem no seu portefólio. “A maioria das empresas que trabalha neste setor teve uma retração do negócio, mas também a necessidade e muita capacidade de reajustar os seus produtos e serviços, bem como os respetivos planos de negócio”, acrescenta o administrador da Portugal Ventures.

Empresas reajustam planos de negócio
São vários os exemplos de startups do portfólio da Portugal Ventures que adotaram o seu negócio em tempos de pandemia. A começar pela LUGGit. A plataforma que permite a requisição de recolha e entrega de bagagens dos turistas, lançou uma nova plataforma, agora direcionada para hotéis. Esta iniciativa resultou do movimento #WEMOVEIT, lançado no Estado de Emergência, e que permitia a entrega de bens a familiares e associações de apoio em Lisboa e Porto. Foram realizadas mais de 500 entregas.

No caso da Doinn, a startup que disponibiliza serviços de limpeza para o alojamento local e outros gestores de propriedades, estabeleceu uma nova parceria em ‘cross-selling’ com a Homeit, também do portefólio da Portugal Ventures, que detém uma tecnologia de fechaduras inteligentes para o alojamento local, de forma a alargar os seus serviços para os clientes de alojamento local.

A GuestCentric, empresa de software para o setor hoteleiro que permite a gestão das marcas e comunicação com os clientes, juntamente com a Hijiffy, lançou o Room Against Covid, que permitiu a requisição de alojamento para profissionais de saúde.

A Great Hotels of the World, que disponibiliza um conjunto de serviços exclusivos para hotéis focados em eventos corporate e MICE, lançou a Small Portuguese Hotels, uma plataforma de agregação e promoção de hotéis independentes e de turismo local.
A Live Electric Tours, que alavanca o seu negócio nas visitas turísticas em viaturas 100% elétricas por Lisboa, Porto e Évora, deu início uma parceria com a Tesla, oferecendo a opção de conhecer Portugal ao volante de um tesla, contribuindo para o turismo sustentável e a descarbonização da economia.

A Oliófora, que produz produtos cosméticos naturais para SPAS, termas e unidades hoteleiras, alargou a sua linha de produtos com a produção de um gel desinfetante de origem vegetal, destinado ao segmento hoteleiro.
A Try Portugal, operador turístico que disponibiliza na sua plataforma um conjunto de atividades desportivas, culturais e de lazer de parceiros nacionais, lançou, no decorrer do Estado de Emergência, uma campanha de sensibilização direcionada aos portugueses, com vista à promoção do país como destino preferencial de férias.

E, como último exemplo, a Portugal Ventures refere a Azores Touch, sediada na ilha Terceira. A plataforma que permite ao turista gerir as suas férias nos Açores lançou uma campanha para os residentes no arquipélago para promover o turismo em todo o arquipélago.

Fábrica de Startups
A Fábrica de Startups, uma aceleradora de startups que tem como missão “ajudar as pessoas a serem empreendedoras de sucesso, contribuindo para o fomento do empreendedorismo e para a criação de mais e melhores startups em Portugal”, continua a fazer os seus Programas de Aceleração durante o ano de 2020. Apesar do turismo ter sido uma das áreas “mais castigadas”, é também uma das “que continua com um enorme potencial”, afirma António Lucena de Faria, CEO e Fundador da Fábrica de Startups.
Para o responsável, os ativos do turismo continuam todos cá. “As pessoas, os monumentos, o clima extraordinário, a cultura e as histórias. Na realidade, “só” faltam os turistas que, neste momento, não conseguem viajar de um país para o outro. Mas eles vão voltar, mais tarde ou mais cedo. Por isso, continuamos com a necessidade de ensinar e ajudar as pessoas que querem criar os seus negócios empreendedores”. Um exemplo disso é o Tourism Explorers, que envolve 12 cidades e mais de 500 empreendedores, num programa organizado em parceria com o Turismo de Portugal, muito focado no interior do país. “A nossa solução, enquanto país, não está no litoral, mas sim no interior.
Temos, por isso, de aproveitar algo que ainda está completamente desaproveitado, apesar de termos uma rede rodoviária espetacular, que é o interior do nosso país”. A Fábrica de Startups faz uma grande aposta, ao levar o empreendedorismo até ao interior do país, através deste programa de criação e aceleração de novos negócios. “A quarta edição deste programa vai ter, certamente, novos desafios ajustados à nova realidade e decorre em 12 cidades, em simultâneo através de uma transmissão em direto. As inscrições estão abertas até setembro e o programa terá início em outubro. Qualquer pessoa ou equipa que queira participar (gratuitamente), terá de se candidatar em www.tourismexplorers.pt. As candidaturas estão abertas para quem quer encontrar uma equipa e criar ideias inovadoras (ideação), mas também para quem já tenha uma equipa queira avançar e fazer crescer o seu negócio”, afirma.

Apesar de ser um otimista por natureza, António Lucena de Faria faz uma análise realista dos tempos que se aproximam. “No curto prazo, vamos ter um gap porque há muitos projetos que não vão sobreviver ou não conseguiram sobreviver à pandemia, mas por isso mesmo, vamos ter de voltar a repovoar o nosso país com empreendedores, numa área que é fundamental para o sucesso do país, como o Turismo”. Para o CEO da Fábrica de Startups, os tempos que se avizinham, “vão ser muito complicados e difíceis, do ponto de vista económico. O que significa que precisamos, cada vez mais, de encontrar mais e mais empreendedores e só há duas maneiras de fazê-lo: “Uma é encontrarmos um emprego e a outra é criarmos o nosso próprio emprego. Encontrar emprego nos tempos que se aproximam não será fácil e os números de desemprego demonstram esta realidade. Tendo em conta que a primeira realidade não é suficiente, estamos conscientes de que vamos ter de ajudar as pessoas a criar o seu próprio emprego. E isso é o que nos motiva na Fábrica de Startups”.

A aceleradora está focada em três grandes segmentos: “Por um lado, estamos muito preocupados com os jovens que saem da Universidade e que, neste momento, não têm grandes perspetivas de emprego, mas têm enormes competências, capacidade e energia. Mas também precisamos de falar nas pessoas mais velhas e mais experientes. Estas pessoas têm um conjunto de competências, capacidades e experiências que não estão a ser convertidas em valor, a partir de uma certa idade. E temos ainda as pessoas que estão no meio e que são muito importantes. A maioria são pessoas que estão (ou estavam) empregadas que vivem em ansiedade em relação ao futuro. E há um novo paradigma do empreendedorismo que é: estas pessoas não precisam de abandonar os seus empregos para ser empreendedores”. Na opinião de António Lucena de Faria, esta é uma questão fundamental e uma verdadeira revolução. “Esta ideia de que a pessoa deverá desistir do seu emprego para lançar um novo negócio não é por nós incentivada, apesar de haver quem tenha condições para o fazer. Mas não são a maioria. Uma das maneiras de reduzir a ansiedade em relação ao futuro é, então, a pessoa criar um negócio lateral à sua ocupação a tempo inteiro. Esta não pode ser confundida com um hobbie, porque terá de gerar receita”.

André Faria, Program Manager do Tourism Explorers, o programa de aceleração da Fábrica de Startups, enumera um conjunto de instrumentos de que as empresas de turismo ainda dispõem até ao final do ano. “Existe um conjunto de iniciativas a nível nacional, no sentido de prover a entreajuda e também o incentivo direto à continuação dos negócios no setor do turismo. Uma delas foi uma call de investimento (Call Foster Tourism Innovation) por parte de um dos nossos parceiros, a Portugal Ventures, que irá investir “até ao montante de 100 mil euros por projeto, com potencial para contribuir para o desenvolvimento da oferta turística do país, para aumentar a competitividade das empresas no setor e para melhorar a experiência do turista e aumentar o seu grau de satisfação.”

Também o IAPMEI contribuiu com a prorrogação de 3 meses da validade dos Startup Voucher – uma iniciativa “que dinamiza o desenvolvimento de projetos empresariais que se encontrem em fase de ideia, através de diversos instrumentos de apoio disponibilizados ao longo de um período de até 12 meses de preparação do projeto empresarial. O “Vale Incubação” é também uma iniciativa do IAPMEI para a contratação de serviço de incubação com apoio sob a forma de um incentivo não reembolsável a 100%, através da RNI – Rede Nacional de Incubadoras – da qual a Fábrica de Startups faz parte. Além dos programas da Fábrica de Startups, como o Tourism Explorers e o Blue Bio Value, existem ainda outras iniciativas nacionais como o FIS e o 200M.

A Portugal Ventures tem prevista para os próximos meses, a abertura da Call for Tourism, com o objetivo de apoiar financeiramente empreendedores com projetos na área do Turismo Tech e Non-Tech. A Call INNOV-ID vai também contar com a segunda edição até ao final do ano, estando aberta a projetos da área do Turismo, que possuam tecnologia desenvolvida, mas que estejam ainda em fase de protótipo, prova de conceito ou em validação de product-market-fit e que contribuam para a descarbonização e circularidade da economia.

Sugestões

Hotéis Octant em Ponta Delgada e Furnas promovem atividades vínicas

Os hotéis Octant em Ponta Delgada e nas Furnas promovem atividades à volta do vinho entre outubro e novembro através de um jantar vínico e uma formação internacional sobre vinhos ministrada pela Wine & Spirit Education Trust (WSET).

Os hotéis Octant em Ponta Delgada e nas Furnas promovem atividades à volta do vinho entre outubro e novembro através de um jantar vínico e uma formação internacional sobre vinhos ministrada pela Wine & Spirit Education Trust (WSET).

A 31 de outubro terá lugar no Octant Ponta Delgada um jantar vínico em parceria com a garrafeira “Vinha”, dedicada a vinhos portugueses. A refeição conta com a presença de Luís Sotto Mayor, enólogo da Sogrape, que irá guiar os comensais pelas cinco referências de vinhos que vão harmonizar o menu do chef Paulo Leite, criado para este momento.

O jantar vínico começa com um cocktail de boas-vindas do Quinta da Romeira Espumante Bruto Branco de 2022, acompanhado por snacks como tártaro de novilho com massa sovada e caviar ou atum galha-à-ré com algas e citrinos. Nos pratos principais o Casa Ferreirinha Vinha Grande Branco 2022 harmoniza o Cantaro com feijoada de marisco, lula e tutano, e o Antónia Adelaide Ferreira Tinto 2019 acompanha a bochecha de novilho com terrina de batata e presunto Pata Negra, cogumelos e molho de vinho tinto. O jantar tem início às 20h00 e um custo de 65 euros por pessoa.

Já de 11 a 14 de novembro, o Octant Furnas recebe o curso de qualificação WSET ministrado por Sara Rodrigues e Matos.

Dividida em dois níveis, a certificação “permite aperfeiçoar os conhecimentos do mundo vínico”, como referido em nota de imprensa. O nível 1, um curso de iniciação ao vinho, explora os principais tipos e estilos de vinhos através da visão, do olfato e do gosto, e permite adquirir competências básicas para descrever os vinhos e realizar a junção entre vinhos e comida. Já o nível 2 aborda as principais castas, regiões vinícolas, métodos de produção e análise sensorial. Os lugares são limitados e as inscrições devem ser realizadas diretamente com a The Wine House através do seu website.

Fornecedores

Groupe GM marca presença na Decorhotel para apresentar novidades

A Groupe GM, empresa dedicada à produção e distribuição de amenities e equipamentos para o setor hoteleiro, vai estar presente na 7ª edição da Decorhotel para apresentar as novidades lançadas ao longo deste ano.

A Groupe GM, empresa dedicada à produção e distribuição de amenities e equipamentos para o setor hoteleiro, vai estar presente na 7ª edição da Decorhotel para apresentar as novidades lançadas ao longo deste ano.

De entre as novidades encontram-se os produtos da marca Vacavaliente, com produtos de decoração e papelaria personalizáveis e fabricados em couro reciclado, produzidos na península ibérica.

Nesta edição, a empresa apresenta também ao público pela primeira vez as novas linhas de amenities das marcas portuguesas Ruby Red da Portus Cale e Lavanda da Ach. Brito, além da sua aposta no reforço da área de equipamento e personalizações, com a restruturação de um departamento próprio. O grupo aproveita também a ocasião para mostrar representações exclusivas de marcas como a Corby of Windsor, Valera, Brabantia, Kludi, Samo Linea Beta, Decor Walther, Northmace, Vitrifrigo e Metalcarrelli.

A empresa estará presente no certame no stand 5D04 na Exponor, em Matosinhos, de 24 a 26 de outubro, das 10h00 às 19h00.

Formação

Universidade Europeia e Câmara Municipal de Cascais assinam protocolo de cooperação

A Universidade Europeia e a Câmara Municipal de Cascais estabeleceram esta segunda-feira, 21 de outubro, um protocolo de cooperação. O objetivo passa por promover a realização de iniciativas nas áreas do turismo e da gastronomia, numa colaboração assenta nos domínios da investigação, transferência de conhecimento, prestação de serviços, projetos e eventos que promovam o Turismo Gastronómico.

A Universidade Europeia e a Câmara Municipal de Cascais estabeleceram esta segunda-feira, 21 de outubro, um protocolo de cooperação. O objetivo passa por promover a realização de iniciativas nas áreas do turismo e da gastronomia, numa colaboração assenta nos domínios da investigação, transferência de conhecimento, prestação de serviços, projetos e eventos que promovam o Turismo Gastronómico.

Recentemente, a Câmara Municipal de Cascais (CMC) criou o projeto Cascais Food Lab, onde pretende “dinamizar as áreas da gastronomia e turismo, e aplicá-las à gastronomia local, nomeadamente na oferta da restauração do concelho e no incremento das competências dos colaboradores desta área”, como dá conta em nota de imprensa.

Agora, no âmbito desta colaboração com a Universidade Europeia, os colaboradores municipais que pretendam aprofundar os seus conhecimentos nestas áreas podem usufruir de um desconto na inscrição e nas propinas para licenciaturas, pós-graduações e mestrados.

Recorde-se que a Universidade Europeia oferece programas bem estabelecidos na área do Turismo e Hospitalidade como é o caso das duas licenciaturas em Turismo e em Gestão Hoteleira, o Mestrado em Gestão do Turismo e as três Pós-graduações em Gestão Hoteleira, Gastronomia Criativa e Imagem, Protocolo e Organização de Eventos.

Sugestões

Crowne Plaza Porto lança Porto Urban Spa com as marcas PostQuam e Rituals

O Hotel Crowne Plaza Porto renovou a área de bem-estar e beleza, acrescentando duas marcas de cosmética internacionais à sua oferta, a PosQuam e a Rituals.

O Hotel Crowne Plaza Porto renovou a área de bem-estar e beleza, acrescentando duas marcas de cosmética internacionais à sua oferta, a PosQuam e a Rituals.

Com um novo nome e uma nova imagem, o spa do Crowne Plaza Porto atualiza o seu conceito e aposta numa oferta “versátil e personalizada”, como indicado em nota de imprensa. Os tratamentos com os produtos da Rituals incluem hidratações e esfoliações intensas, suaves ou moderadas (60minutos por 95 euros). Os ingredientes dos produtos vão do matcha ao óleo de abacate, passando pelo mel, sal marinho e óleo de sementes de girassol.

Já para o rosto, a Rituals oferece tratamentos para pele normal, seca, oleosa e mista com rituais como prevenção anti-rugas, rejuvenescimento facial ou tratamento anti-acne, todos com uma duração de 75 minutos e o valor 125 euros.

Já a PostQuam marca presença no Porto Urban Spa com produtos ricos em princípios ativos como o ácido hialurónico, retinol, vitamina C, ceramidas, niacinamidas, extratos de plantas e ácidos frutais. Estes estão disponíveis num menu de massagens orientais (140 euros), relaxantes (75 euros), terapêuticas (50 euros), desportivas (60 euros), a quatro mãos (150 euros), com pedras (100 euros) ou velas quentes (110 euros). Há ainda massagens pensadas para casais, homens, grávidas e drenagens linfáticas, com técnicas para tratar a firmeza e a celulite.

Nos cuidados para o rosto, destacam-se as limpezas de pele e o tratamento lifting anti-rugas com produtos compostos por ácido hialurónico e sessões de reflexologia (45 euros).

Os clientes podem ainda usufruir da sala de relaxamento, onde é servido um chá no final de cada tratamento, bem como do banho turco e da sauna.

O Porto Urban Spa funciona de segunda a sexta-feira, das 11h0 às 20h00, e ao sábado e domingo, entre as 10h00 e as 19h00. As massagens e tratamentos devem ser reservados através do contacto 22 607 25 40 ou do e-mail [email protected].

Six Senses Douro Valley | Créditos: DR

Actualidade

Six Senses Douro Valley aposta da diversificação de mercados

O hotel pretende atrair mercados da região Ásia-Pacífico para diversificar o market share e, assim, aumentar os níveis de ocupação, ao mesmo tempo que mantém o preço médio. Estão ainda em vista alguns projetos de remodelação, maioritariamente no “back of the house”.

Carla Nunes

O Six Senses Douro Valley, localizado em Samodães, no vale do Douro, pretende trabalhar com novos mercados, tendo também em vista obras de remodelação nas instalações dedicadas para os funcionários – comumente designadas como “back of the house”.

A explicação parte do diretor-geral do Six Senses, André Buldini, que em entrevista a este órgão de comunicação deu conta do interesse em “trabalhar com mercados novos”. Atualmente, a ocupação do hotel cabe maioritariamente aos Estados Unidos da América, que ocupam 57% do market share da unidade, e aos mercados português, brasileiro e inglês. Agora, a expectativa passa por captar mais hóspedes provenientes da região Ásia-Pacífico.

“O mercado da Ásia-Pacífico é um mercado que tem vindo a crescer e agora há muitos voos diretos dessas cidades para o Porto. Queremos trabalhar esses mercados. Queremos [também] que [os mercados do] Brasil, Portugal e a Inglaterra ganhem mais relevância internamente, e queremos trabalhar mais na época baixa, com diferentes tipos de grupos”, referiu o diretor-geral.

Para alcançar este objetivo, André Buldini refere que têm já em linha várias Fam Trips, visitas de imprensa, parcerias e presença em feiras, além de um reforço nos esforços de marketing digital. Outra das expectativas para 2025 passa pelo crescimento da ocupação, mantendo o preço médio – um marco que o hotel espera alcançar com esta diversificação de mercados.

Também para o próximo ano, o hotel tem em vista obras de remodelação no “back of the house”, principalmente nas zonas de refeitório e balneários, para as quais alocou entre 800.000 a 900.000 euros, de acordo com André Buldini.

Após ter começado o início deste verão com renovações na zona envolvente da piscina do hotel, o Six Senses Douro Valley vai agora investir na criação de uma estufa junto ao jardim orgânico. O objetivo passa não só por criar “uma área de trabalho para os jardineiros”, como também um local para a organização de workshops orientados pela equipa de sustentabilidade do hotel, bem como alguns pop-ups gastronómicos.

Não se reportando a valores de faturação ou ocupação, André Buldini referiu que os anos de 2022, 2023 e 2024 “têm sido sempre anos de crescimento”. Quanto ao final deste ano, e no que às taxas de ocupação diz respeito, a antecipação do hotel é a de que os valores fiquem “alinhados com os do ano passado”.

Hotel Okura | Créditos: guide.michelin.com

Actualidade

58 hotéis na Tailândia distinguidos com Chaves Michelin

Dos vários hotéis espalhados pelo país, oito foram destacados com Três Chaves, 19 com Duas Chaves e 31 unidades hoteleiras com Uma Chave.

A Autoridade de Turismo da Tailândia (TAT) deu conta em nota de imprensa que 58 dos seus hotéis foram galardoados pelas Chaves Michelin.

Dos vários hotéis espalhados pelo país, oito foram destacados com Três Chaves, 19 com Duas Chaves e 31 unidades hoteleiras com Uma Chave.

A Tailândia é o segundo país asiático a ver o seu setor hoteleiro premiado pelo Guia MICHELIN, que estreou a sua nova distinção, a Chave Michelin, em abril deste ano. Destinos como França, Espanha, Itália, Japão, EUA, Canadá e México, foram também distinguidos pelo galardão.

A Estrela Michelin reconhece os melhores restaurantes do mundo e a Chave Michelin faz o mesmo para os hotéis que se destacam. Uma Chave representa uma estadia muito especial, Duas Chaves destacam uma estadia excecional e Três Chaves, uma estadia extraordinária.

Conheça abaixo os hotéis galardoados.

Três Chaves Michelin

  • Mandarin Oriental Bangkok (Banguecoque);
  • The Siam (Banguecoque);
  • Keemala (Phuket);
  • Amanpuri (Phuket);
  • Four Seasons Resort Chiang Mai (Chiang Mai);
  • Soneva Kiri (Trat);
  • Samujana Villas (Surat Thani);
  • Phulay Bay, uma reserva do Ritz-Carlton (Krabi).


Duas Chaves Michelin

  • Capella Bangkok (Banguecoque);
  • Four Seasons Hotel Bangkok, no rio Chao Phraya (Banguecoque);
  • Park Hyatt Bangkok (Banguecoque);
  • Rosewood Bangkok (Banguecoque);
  • The Okura Prestige Bangkok (Banguecoque);
  • The Peninsula Bangkok (Banguecoque);
  • The Sukhothai Bangkok (Banguecoque);
  • Banyan Tree Samui (Ko Samui);
  • Napasai, A Belmond Hotel (Ko Samui);
  • SALA Samui Choengmon Beach (Ko Samui);
  • Six Senses Samui (Ko Samui);
  • The Sarojin (Phang-Nga);
  • Six Senses Yao Noi (Phang-Nga);
  • Banyan Tree Krabi (Krabi);
  • Pimalai Resort & Spa (Krabi);
  • InterContinental Phuket Resort (Phuket);
  • Rosewood Phuket (Phuket);
  • Rachamankha (Chiang Mai);
  • Anantara Golden Triangle Elephant Camp & Resort (Chiang Rai).

Uma chave Michelin

  • 137 Pillars Suites Bangkok (Banguecoque);
  • Anantara Siam Bangkok Hotel (Banguecoque);
  • COMO Metropolitan Bangkok (Banguecoque);
  • Intercontinental Bangkok (Banguecoque);
  • Kimpton Maa-Lai Bangkok (Banguecoque);
  • Oriental Residence Bangkok (Banguecoque);
  • SO Bangkok (Banguecoque);
  • The Standard Bangkok (Banguecoque);
  • Andara Resort & Villas (Phuket);
  • COMO Point Yamu (Phuket);
  • The Nai Harn Phuket (Phuket);
  • The Pavilions (Phuket);
  • The Slate (Phuket);
  • Trisara (Phuket);
  • The Racha (Phuket);
  • Veranda Resort & Villas Hua Hin Cha Am (Phetchaburi/Prachuap Khiri Khan);
  • Anantara Hua Hin Resort & Spa (Phetchaburi/Prachuap Khiri Khan);
  • The Standard Hua Hin (Phetchaburi/Prachuap Khiri Khan);
  • V Villas Hua Hin (Phetchaburi/Prachuap Khiri Khan);
  • Aleenta Resort & Spa, Hua-Hin (Phetchaburi/Prachuap Khiri Khan);
  • 137 Pillars House (Chiang Mai);
  • Aleenta Retreat Chiang Mai (Chiang Mai);
  • Raya Heritage (Chiang Mai);
  • Tamarind Village (Chiang Mai);
  • Anantara Lawana Resort and Spa (Surat Thani);
  • Kerem Luxury Beachfront Villas (Surat Thani);
  • Kimpton Kitalay Samui (Surat Thani);
  • Aleenta Phuket Phang Nga Resort & Spa (Phang-Nga);
  • Iniala Beach House (Phang-Nga);
  • InterContinental Khao Yai Resort (Nakhon Ratchasima);
  • Rayavadee (Krabi).
Actualidade

Parque Terra Nostra investe em obras de valorização do tanque termal

O Tanque Termal do Parque Terra Nostra vai sofrer obras de valorização a partir de 21 de outubro, prevendo-se a sua abertura no início de 2025. 

O Tanque Termal do Parque Terra Nostra vai sofrer obras de valorização a partir de 21 de outubro, prevendo-se a sua abertura no início de 2025.  De acordo com o grupo  Bensaude, o objetivo passa por “oferecer um novo enquadramento paisagístico e modernizar o sistema de manutenção”, como dá conta em nota de imprensa.

Com a assinatura do arquiteto Luís Paulo Faria Ribeiro, “o projeto tem como grande prioridade a reorganização e a valorização da envolvente do Tanque Termal do Parque Terra Nostra”. Desta forma, além da recuperação e manutenção dos equipamentos de apoio existentes, serão acrescentados novas valências.

Esta intervenção, projetada há mais de um ano de acordo com o grupo, inclui ainda a modernização do sistema de manutenção do Tanque Termal, nomeadamente por recirculação forçada de todo o volume de água termal em sistemas de ultravioletas, para promover uma gestão mais eficiente e sustentável, sem alterar a idiossincrasia das águas.

“A estratégia de intervenção que se propõe está fortemente alicerçada no valor patrimonial do Parque Terra Nostra, nas suas dimensões paisagística, botânica, ambiental e turística. Assume especial importância neste processo o facto de o tanque e da sua envolvente constituírem a zona onde o parque teve origem”, explica Luís Paulo Faria Ribeiro.

Apesar de o Tanque Termal só reabrir no início de 2025, o Parque Terra Nostra permanece em funcionamento e aberto a visitantes.

Formação

2ª fase do programa “Competências do Futuro Algarve” com 28 ações de formação e sete ‘bootcamps’

A 2.ª fase do programa “Competências do Futuro Algarve” prevê 341 horas de formação distribuídas por 28 ações e sete ‘bootcamps’. No final das duas fases serão administradas um total de 550 horas de formação e 1.800 participantes até março de 2025.

De outubro de 2024 a março de 2025, o Turismo do Algarve e o Turismo de Portugal vão realizar 341 horas de formação distribuídas por 28 ações e sete bootcamps, em áreas como liderança, gestão, marketing e literacia digital, serviço de excelência, eficiência hídrica e idiomas.

A 2.ª fase do programa de formação “Competências do Futuro Algarve”, que surge na sequência do sucesso da 1.ª fase, que contou com mais de 900 inscrições e 33 ações de formação e bootcamps realizados, destina-se a empresas e operadores turísticos da região e pretende reforçar a capacitação em áreas estratégicas para o turismo, com vista à sustentabilidade e inovação da atividade na região.

O programa, lançado pelo Turismo do Algarve e pelo Turismo de Portugal, prevê um total de 550 horas de formação e 1.800 participantes até março de 2025. A iniciativa tem como objetivo preparar os profissionais para enfrentar os desafios do futuro, com especial foco em áreas como liderança, inovação, sustentabilidade e eficiência na gestão de recursos.

Para André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, a 2.ª fase do programa “Competências do Futuro Algarve” “reflete o nosso compromisso contínuo em proporcionar formação de qualidade aos profissionais do setor. Com esta iniciativa, queremos garantir que o Algarve não só mantém como eleva os padrões de serviço, desenvolvendo as competências dos seus profissionais e preparando as empresas para um futuro mais sustentável e inovador”.

Do lado do Turismo de Portugal (TdP), Carlos Abade, presidente do Instituto Público, reforça a importância estratégica da iniciativa e sublinha que o turismo “é uma atividade de pessoas para pessoas, com o adicional de o acolhimento ser crucial para a experiência turística e para o sucesso da atividade”.

“Ora isso tem uma consequência obrigatória, que é a necessidade de tornar a formação dos profissionais do setor uma prioridade absoluta. É isso que todos os dias fazemos no Turismo de Portugal, através de uma rede de escolas de turismo e através de inúmeras ações e programas de capacitação como este, que são absolutamente fundamentais”, conclui o presidente do TdP.

Os interessados já podem inscrever-se em nove ações de formação e três bootcamps desta nova fase e obter mais informação.

As 28 ações de formação totalizarão 313 horas, enquanto os sete bootcamps presenciais, terão 28 horas de formação intensiva. O formato será híbrido, com ações de formação online e bootcamps presenciais nas Escolas de Hotelaria e Turismo de Faro, Portimão e Vila Real de Santo António.

As ações de formação online terão foco no Instagram (plano de conteúdos), Brand storytelling (comunicação de marca), Economia circular aplicada à restauração, Marketing digital (bens e serviços), Liderança, gestão e motivação de equipas, Estratégia digital (aplicada ao turismo), Tendências na hospitalidade (em tempos de mudança), e Trabalho em equipa (desafios e boas práticas).

Já os bootcamps presenciais terão com temas a Cultura organizacional do turismo (atração e retenção de talentos – EHT VRSA), Liderança em equipas multiculturais e multigeracionais (EHT Portimão), e Design de experiências turísticas (guest experience – EHT Algarve).

Actualidade

Algarve reduz em 13% consumo de água com selo “Save Water”

A introdução do selo de eficiência hídrica “Save Water” começa a dar os primeiros frutos, com os dados anunciados pela ADENE a indicarem uma redução de 13% no consumo global e de 16% no consumo específico de água no Algarve.

O terceiro relatório de monitorização do Compromisso com a Eficiência Hídrica, para o setor do turismo, elaborado pela ADENE, indica que os empreendimentos turísticos da região do Algarve que aderiram ao selo “Save Water” de eficiência hídrica reduziram em 13% os consumos de água nos primeiros meses do ano.

A evolução registada indica que, entre 18 de março e 30 de setembro de 2024, houve uma redução de 13% no consumo global e de 16% no consumo específico, resultados positivos que contribuem para mitigar o problema de escassez hídrica no Algarve e revelam uma poupança financeira direta para os empreendimentos turísticos algarvios.

De assinalar que os registos dos meses de agosto e setembro traduziram-se numa ligeira diminuição da tendência de melhoria do desempenho (menos 1% que a redução registada a 31 de julho), mantendo-se, ainda assim, o alinhamento com o objetivo de redução global de consumo de 13%.

No mesmo relatório, elaborado pela ADENE, constata-se que aderiram à plataforma 93 empreendimentos turísticos (ET), de um total de 650 ET (14%) que representam aproximadamente 30% das camas disponíveis na região, constituindo os aderentes maioritariamente hotéis.

Até agora, os empreendimentos turísticos selecionaram perto de 2500 medidas, cerca de metade das quais estruturantes, sendo as intervenções ao nível dos dispositivos e nos sistemas de rega as mais selecionadas, seguidas de melhorias no sistema de gestão e manutenção e nos equipamentos. Das medidas adotadas, cerca de metade já foram implementadas.

De acordo com uma análise preliminar das poupanças financeiras associadas à poupança de água, os consumos registados entre janeiro e setembro de 2024 já conduziram a uma economia média de 3.400 euros por empreendimento, o que se traduz num potencial de poupança anual superior a sete mil euros/ano, considerando que algumas medidas ainda se encontram em implementação e que não estão a ser contabilizados os custos com energia associados ao consumo de água.

Estes resultados constam do terceiro relatório de monitorização emitido pela ADENE – Agência para a Energia, no âmbito do Compromisso com a Eficiência Hídrica, que inclui o selo de eficiência hídrica “Save Water”.

O selo de eficiência hídrica aplicável aos hotéis e demais empreendimentos turísticos é uma medida coordenada pela Região de Turismo do Algarve, em articulação com o Turismo de Portugal, tendo a ADENE, a responsabilidade de assegurar a monitorização dos consumos reportados pelos aderentes na Plataforma Compromisso com a Eficiência Hídrica, bem como alcançado na aplicação das medidas.

Açores
AL

Alojamento Local dos Açores pede reforço do investimento no combate à sazonalidade

O presidente da ALA – Associação do Alojamento Local dos Açores, João Pinheiro, defende que é “necessário um maior investimento e planeamento antecipado” para que todas as ilhas do arquipélago possam beneficiar da distribuição de fluxos turísticos.

A ALA – Associação do Alojamento Local dos Açores veio quarta-feira, 16 de outubro, apelar ao reforço do investimento nas medidas de mitigação da sazonalidade no turismo da região, defendendo a necessidade de um planeamento antecipado, avança a Lusa.

“Torna-se urgente assegurar um fluxo turístico contínuo ao longo de todo o ano, sendo, no entanto, necessário um maior investimento e planeamento antecipado, para que todas as ilhas possam beneficiar de forma justa e equilibrada, através de uma distribuição de fluxos turísticos mais cuidada”, afirma João Pinheiro, presidente da associação, citado num comunicado divulgado pela Lusa.

João Pinheiro considera que as medidas apresentadas na semana passada por Berta Cabral, secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores, são “um passo positivo na criação de estabilidade no setor”, ainda que tenha dúvidas de que estas sejam suficientes.

A Lusa lembra que, na semana passada, Berta Cabral anunciou que a promoção turística dos Açores para a época baixa 2024/2025 representa um investimento de 2,5 milhões de euros, estando previsto um aumento de 7.826 lugares nas ligações ara o arquipélago.

“A ALA alerta que estas medidas podem ter chegado tarde, para algumas empresas, acrescentando ainda que o valor disponibilizado pelas medidas é insuficiente para combater eficazmente os reais desafios da sazonalidade”, aponta João Pinheiro.

O presidente da ALA defende também que o crescimento de 14,9% nas dormidas em alojamento local nos primeiros oito meses do ano, representando cerca de 1,28 milhões de dormidas, representa “uma recuperação sustentável e uma procura crescente pelo destino Açores”.

“Este marco reflete a solidez e o desenvolvimento contínuo do setor, impulsionado pelos turistas oriundos do estrangeiro, que contribuíram com 997,6 mil dormidas (um aumento de 16,4% face a 2023), enquanto os turistas nacionais geraram 287 mil dormidas (um crescimento de 9,8%)”, frisa o responsável.

Estes dados, considera João Pinheiro, “vêm reforçar ainda mais a importância do setor do AL para o turismo nos Açores, uma vez que a capacidade da hotelaria tradicional nunca conseguiria assegurar, por si só, o número total de hóspedes e dormidas que se registaram nos Açores, até ao final de agosto”.

“Esta importância, assumida pelo AL, reflete-se também na alavancagem da economia dos Açores, de forma direta (rendimentos de cada AL) e também de forma indireta, com todo o tipo de serviços a que os hóspedes dos AL recorrem (transporte, restauração, animação turística, etc.)”, sublinha.

O presidente da ALA alerta, no entanto, para a necessidade de reforço de fiscalização, lembrando que os dados do SREA indicam que 12% dos estabelecimentos de alojamento local dos Açores “não reportaram qualquer movimento de hóspedes” no mês de agosto.

Segundo João Pinheiro, estes números podem indicar que estes estabelecimentos – 489 unidades e 2.773 camas – “deixaram de estar no mercado”.

“A ALA apela à implementação de medidas de fiscalização adequadas, pelas entidades competentes, de forma a garantir que os números do setor refletem, de facto, a realidade exata do AL nos Açores, não dando a ideia errada de que há estabelecimentos abertos e camas disponíveis, que não receberam um único hóspede”, reforça ainda o responsável.

O presidente da ALA destaca ainda a subida de 4,9% da estada média, que atingiu as 3,8 noites em agosto, e o crescimento de 3,7% no número de hóspedes, para um total de 77 mil, no mesmo mês.

São Miguel, a maior ilha do arquipélago, continua a ser a que apresenta um maior número de dormidas em alojamento local, tendo registado 180,4 mil em agosto (61,6% do total).

No entanto, a ALA realça o “crescimento muito significativo” que se está também a observar noutras ilhas, como Flores (35,4%), Terceira (20,1%) e Pico (11,3%), alegando que comprova “um crescimento mais equilibrado entre as diferentes ilhas do arquipélago”.

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